TALVEZ PARA L M ARTIGOS



Por Felipe AquinoART- Deus permite a dor?






As tragédias naturais como o tsunami do Japão, que matou quase 2 mil pessoas, o terremoto do Haiti, os desabamentos de Angra dos Reis e até mesmo a revolta arábe oferecem reflexões profundas envolvendo o homem neste mundo. Alguns logo querem colocar a culpa em Deus: “Se Deus existe e é bom não permitiria essas catástrofes… mas, se Deus não pode impedir as catástrofes, então, não tem poder, logo não é Deus, então, não existe…”.


Deus existe, é inegável. Sem Ele nada existiria. Deus não fala, mas tudo fala de Deus; basta olhar para dentro ou para fora de nós mesmos. De onde viemos? De onde surgiu a fabulosa matéria e energia descomunal que deram origem ao Big Bang? O que estava atrás do “Muro de Planck”? Quem conduziu toda essa evolução até chegar ao homem? Os físicos modernos não têm resposta para isso. A explicação para este mundo e para a nossa vida transcende o natural, está no sobrenatural.


E ai vem a pergunta de sempre: então, porque o mal existe? Por que as catástrofes acontecem? A primeira resposta é essa: Deus fez tudo bem e para o bem, para o amor; pois Ele é amor. Nele não há sombra de mal, de erro, de impotência e de imperfeição, senão não seria Deus. Ele não pode fazer o mal e enviar o mal a alguém. Então, de onde vêm o mal? Deus criou o nosso planeta e nele colocou o homem. Dotou-o de inteligência, memória, liberdade, vontade, consciência, sensibilidade; isto é, o criou da melhor maneira possível, “à sua imagem e semelhança”. Santo Irineu (†200) disse que “o homem é a glória de Deus”. O maior dom que Deus deu ao homem – e a mais nenhum outro ser na terra – foi a liberdade; e ai está a sua grandeza.


Mas o homem e a mulher disseram “não” a Deus, pecaram, romperam a ordem divina; não aceitaram a bela situação de criaturas, “quiseram ser como deus”. O pecado e a morte entraram no mundo e na história da humanidade. São Paulo revela tudo isso numa frase: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6,23). Este “pecado” é o somatório de todos os pecados dos homens; do primeiro casal humano até os nossos. E a natureza também foi afetada pelo pecado dos homens, tanto assim que o Profeta Isaias mostra bem que na restauração messiânica, “o lobo morará com o cordeiro e o leopardo se deitará com o cabrito… O leão se alimentará de forragem com o boi… a criança pequena colocará a mão na toca da víbora” (Is 11, 5-9).


A terra é uma criatura de Deus, e como toda criatura é imperfeita, tem os seus males. Só Deus é perfeito. O mundo visível foi criado com belas e perfeitas leis que o sustentam. E Deus não fica interferindo na vida da terra, contrariando as próprias leis que Ele estabeleceu para manter a ordem do universo. Sem essas leis o planeta não existiria. Se alguém saltar ou for jogado do décimo andar de um prédio, Deus não vai suspender a lei da gravidade para aquele corpo em queda livre, porque Ele respeita a criação que estabeleceu. Deus é responsável; é Pai, mas não paternalista. Ele nos deu inteligência e meios de dominar a natureza, ou ao menos fugir de seus males, uma vez que ela também foi e é afetada pelo pecado do homem, de ontem e de hoje. Se houvesse amor, mais cooperação internacional, mais respeito com todos os seres humanos, muitas tragédias seriam evitadas.


Mas, Deus prometeu que “haverá novos céus e nova terra”, sem os males que conhecemos. O Senhor mesmo enxugará nossas lágrimas. Tudo isso significa exatamente que quando todo pecado for arrancado do mundo, então, não haverá mais lágrimas, mortes, conflitos e catástrofes. “Deus será tudo em todos”. Deus deu inteligência e meios para o homem viver bem neste belo planeta. No entanto, pelo pecado do ateísmo, da ganância, do orgulho, da inveja, da preguiça, do ódio, da falta de amor, o homem causa a desgraça na terra.


Quando o pecado desaparecer por completo, as tragédias naturais também cessarão. Além das catástrofes naturais que matam às vezes milhares, que poderiam ser salvos, não se esqueça das guerras que ceifam milhões de vida; há catástrofes piores? Foram 10 milhões na Primeira Guerra, 50 milhões na Segunda, 20 milhões vitimas da loucura do nazismo e 100 milhões vítimas do comunismo ateu. Que culpa Deus tem disso? Isto poderia ter sido evitado. Quem pode então levantar o dedo contra Deus?


Crianças presas em campos de concentração durante o regime nazista


As catástrofes não são castigos de Deus para fazer sofrer apenas, pois um bom Pai, que é Amor, não trata assim seus filhos. O bom pai castiga seus filhos para educá-los, por amor. Mas é justo perguntar se o homem tem buscado Sua ajuda e proteção. A Igreja nos recomenda se refugiar debaixo da proteção de Deus, da Virgem Maria, dos Santos e dos Anjos, contra os males deste mundo e do demônio. Mas será que o homem moderno têm feito isso? Deus não pode obrigar o homem a se abrigar forçosamente debaixo de sua proteção.


O que temos visto? O homem de costas para Deus, violando tristemente suas leis, praticando o aborto, matando embriões que são vidas humanas, praticando a eutanásia, a guerra, o desamor, a corrupção deslavada, a politicagem suja, a pornografia por todos os meios… Como um mundo assim pode ter a proteção de Deus? O homem está expulsando Deus da terra; até os seus sinais sagrados estão sendo agora proibidos. Como podemos assim ter a Sua proteção? Como disse o Papa Bento XVI, “o homem construiu um mundo que não tem mais lugar para Deus”. Deus não é obrigado a dar a sua proteção a um mundo que o rejeita, ofende, calca os pés às Suas Santas leis. São Paulo disse: “Não vos iludais, de Deus não se zomba. O que o homem semear, isso colherá” (Gl 6,7). Voltemos para Deus, de todo coração, e teremos a Sua proteção.










- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
REFLEXÃOREF-  A Cruz  – “é o escudo e o troféu contra o demônio".

Conheça os frutos da cruz

Pela Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, a cruz não é um patíbulo de ignomínia, mas um trono de glória. Resplandece a Santa Cruz pela qual o mundo alcança a salvação. Ó Cruz que vences!, Cruz que reinas!, Cruz que limpas todo o pecado! Aleluia! A festa da Exaltação da Santa Cruz nasceu, em Jerusalém, nos primeiros séculos do Cristianismo. Conforme um antigo testemunho, começou a ser comemorada no aniversário do dia em que foi encontrada a cruz de Nosso Senhor. A Sua celebração estendeu-se com grande rapidez pelo Oriente e, pouco depois, por toda a cristandade. Em Roma, era particularmente solene a procissão que, antes da Missa, dirigia-se de Santa Maria Maior a São João de Latrão para venerar a cruz.

No começo do século VII, os persas saquearam Jerusalém, destruíram muitas basílicas e se apoderaram das sagradas relíquias da Santa Cruz que, um pouco mais tarde, seriam recuperadas pelo imperador Heráclio. Conta uma piedosa tradição que, quando o imperador, vestido com as insígnias da realeza, quis carregar pessoalmente o Santo Madeiro até o seu primitivo lugar no Calvário, o seu peso foi-se tornando cada vez mais insuportável. Nesse momento, Zacarias, bispo de Jerusalém, fez-lhe ver que, para levar aos ombros a Santa Cruz, deveria desfazer-se das insígnias imperiais, imitando a pobreza e a humildade de Cristo, o qual tinha carregado o santo lenho despojado de tudo. Heráclio vestiu, então, umas humildes roupas de peregrino e, descalço, pôde levar a Santa Cruz até o cimo do Gólgota.

É possível que tenhamos aprendido, desde a nossa infância, a fazer o sinal da cruz sobre a nossa testa, os nossos lábios e o nosso coração, em sinal externo da fé que professamos. Na liturgia, a Igreja utiliza o sinal da cruz nos altares, no culto e nos edifícios sagrados. É a árvore de riquíssimos frutos, arma poderosa que afasta todos os males e espanta os inimigos da nossa salvação: "Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus Nosso Senhor dos nossos inimigos", dizemos todos os dias ao nos persignar. A Cruz – ensina um padre da Igreja – “é o escudo e o troféu contra o demônio".

 "Encontre forças na cruz"

É o sinal para que não sejamos atingidos pelo anjo exterminador, como diz a Escritura (cf. Ex 9,12). É o instrumento para levantar aqueles que caem, o apoio para os que se mantêm em pé, o bastão dos débeis, o guia dos que se extraviam, a meta dos que avançam, a saúde da alma e do corpo. Afugenta todos os males, acolhe todos os bens, é a morte do pecado, a semente da ressurreição, a árvore da vida eterna”. O Senhor pôs a salvação da humanidade no lenho da cruz para que a vida ressurgisse de onde viera a morte, e aquele que vencera, na árvore do paraíso, fosse vencido na árvore da cruz.

A cruz se apresenta na nossa vida de diversas maneiras: doença, pobreza, cansaço, dor, desprezo, solidão... Hoje, podemos examinar como é a nossa disposição habitual em face dessa cruz que, às vezes, se mostra áspera e dura, mas que, se a levamos com amor, converte-se em fonte de purificação, de vida e também de alegria. Queixamo-nos com frequência das contrariedades ou, pelo contrário, damos graças a Deus também nos fracassos, na dor, na contradição? Essas realidades nos afastam ou nos aproximam de Deus?

O amor à cruz produz abundantes frutos na alma. Em primeiro lugar, leva-nos a descobrir Jesus, que sai ao nosso encontro e carrega sobre os Seus ombros a parte mais pesada da contradição. A nossa dor, associada à do Mestre, deixa de ser o mal que entristece, arruína e se converte em meio de íntima união com Deus. “Se sofres, submerge a tua dor na dele: diz a tua Missa. Mas se o mundo não compreende estas coisas, não te perturbes; basta que te compreendam Jesus, Maria, os santos. Vive com eles e deixa que o teu sangue corra em benefício da humanidade: como Ele!”

A cruz de cada dia é uma grande oportunidade de purificação, de desprendimento, de aumento de glória. São Paulo ensina, com frequência, que as tribulações são sempre breves e suportáveis, e que o prêmio desses sofrimentos acolhidos por amor a Cristo é imenso e eterno. Por isso, o apóstolo se alegrava nas tribulações, gloriava-se nelas e considerava-se feliz de poder uni-las às de Cristo Jesus, e assim completar a Sua Paixão para bem da Igreja e das almas. A única dor verdadeira é afastar-se de Cristo. Os outros padecimentos são passageiros e se convertem em alegria e paz.

É verdadeiramente suave e amável a cruz de Jesus. Não contam aí as penas, só a alegria de nos sabermos corredentores com Ele. O trato e a amizade com o Mestre nos ensinam, por outro lado, a ver e a enfrentar as dificuldades que se apresentam com um espírito jovem e decidido sem nenhum assomo de tristeza ou de queixa. À semelhança dos santos, encararemos as contrariedades como um estímulo, como um obstáculo que é preciso transpor neste combate que é a vida. Essa disposição de ânimo alegre e otimista, mesmo nos momentos difíceis, não é fruto do temperamento ou da idade: nasce de uma profunda vida interior, da consciência sempre presente da nossa filiação divina. É uma atitude serena, que cria em todas as circunstâncias um bom ambiente à nossa volta – na família, no trabalho, com os amigos – e constitui uma grande arma para aproximarmos os outros de Deus.

Pe. Francisco Fernández Carvajal
MENSAGEMMENS Esta é a hora !Coloque a Palavra de Deus em prática!
Domingo, 16 de setembro 2012

Esta é a hora de as pessoas irem para Deus, de se abrirem ao Espírito Santo e serem pessoas cheias do Espírito, ou seja, dos dons d’Ele e viverem no Espírito Santo. Esta é a hora. O mundo está de tal maneira convulsionado que, hoje, ou você é de Deus ou perece.

Se Deus tem derramado seu Espírito nesses tempos é porque a humanidade está precisando: ou ela se abre ao derramamento do Espírito Santo e agüenta o redemoinho, que o mundo está enfrentando, ou então vai ruir como uma casa construída na areia. Construir a casa na rocha, nos tempos de hoje, é deixar-se invadir por essa graça que o Senhor está dando: a graça de ser batizado no Espírito Santo.

“Depois disso, acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões.
Naqueles dias, derramarei também o meu Espírito sobre os escravos e as escravas.
Farei aparecer prodígios no céu e na terra, sangue, fogo e turbilhões de fumo.
O sol converter-se-á em trevas e a lua, em sangue, ao se aproximar o grandioso e temível dia do Senhor.
Mas todo o que invocar o nome do Senhor será poupado, porque, sobre o monte Sião e em Jerusalém, haverá um resto, como o Senhor disse, e entre os sobreviventes estarão os que o Senhor tiver chamado” (Joel 3,1-5).

Coloque a Palavra de Deus em prátiaca

 ''Bem-aventurados os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática'' (Lc 11, 28). São Tiago vai nos dizer: ''Sede realizadores da Palavra e não apenas ouvintes que se iludiram a si mesmos'' (Tg 1, 22). Por que se iludiriam a si mesmos? Porque tinham conhecimento da Palavra, mas sem fruto; sem transformação de vida. São aqueles de quem Jesus fala no Sermão da Montanha: "Aquele que ouve a Palavra de Deus, mas não a põe em prática é como o homem que construiu a casa sobre a areia. De nada adiantou todo o esforço e todo investimento: a casa ruiu no primeiro vendaval'' (cf. Mt 7, 26ss).

Em nosso método de ler a Bíblia e fazer o diário espiritual, a última questão é a mais importante: ''Como vou colocar esta Palavra em prática?'' Nesse momento somos desafiados a colocá-la em prática. É como se Deus mesmo nos desafiasse: "Façam a prova e vejam como a minha Palavra 'funciona'''. Ela é viva, ela é eficaz. Ela se realiza. Basta colocá-la em prática. A Palavra de Deus é como a semente: se plantar, nasce.

Neste mês da Bíblia, você e eu somos convidados a esse passo importantíssimo na nossa caminhada: colocar a Palavra de Deus em prática. Faça a experiência. Você vai perceber, com surpresa, o quanto ela é concreta. Ela pode ser vivida por qualquer pessoa e está ao alcance de todos. Experimente fazer isso. É isso que o Senhor quer para cada um de nós: que não gastemos mais tempo e esforço à toa. Construir, sim, mas construir sobre a rocha. Conhecer a Palavra de Deus e colocá-la em prática no nosso dia a dia é uma experiência maravilhosa. Você verá!

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib

Fonte- Mensagem Pe. Marcelo Rossi enviado por e-mail

 MENSAGEMMENS-

Fonte- Mensagem Pe. Marcelo Rossi enviado por e-mail

Não permitais, Senhor, que hoje sejamos vencidos pelo mal, mas tornai-nos vencedores do mal pelo bem.

É SEMPRE PRUDENTE ADIAR A PLANTAÇÃO EM TERRENO ÁRIDO...UM TERRENO SEM CUIDADOS DARÁ FRUTOS DISFORMES E FRACOS!!!
NEM TUDO É COMO QUEREMOS, NEM TUDO PERMANECE DO JEITO QUE FOI FEITO.
MAS, TUDO PODE SER TRANSFORMADO A PARTIR DO QUE É CERTO PARA DEUS, PARA NÓS E PARA A HUMANIDADE.




SEM SACRIFÍCIO NÃO HÁ BENEFICIO
SEM COMPROMETIMENTO NÃO HÁ MERECIMENTO
SEM PERSEVERANÇA NINGUÉM NADA ALCANÇA
SEM FÉ NÃO FICAMOS DE PÉ

 




 Reconheça a pequenez humana



O ser humano busca encontrar um sentido para a vida, fazer experiência com o transcendente. Reconhecer a ação transformadora de Deus no mundo leva a pessoa a abrir-se à boa-nova de Jesus e trilhar o caminho da salvação.
As leituras nos motivam a reconhecer a pequenez humana diante da obra e do mistério de Deus e viver a conversão como resposta aos apelos da ação e da mensagem de Jesus.

 

 

  REFLEXÃOREF B - Revelação Versus Sabedoria


Mateus 11:25 - ¶ Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.

As grandes religiões humanas resultaram dos escritos da sabedoria humana. A revelação divina, diz Jesus, não depende da sabedoria humana: “Naqueles dias Jesus disse – Eu Te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelastes aos pequeninos.” (Mateus 11:25).

Jesus Cristo não se preocupou em pregar para as elites. Ele anunciou Sua mensagem ao povo simples, em linguagem simples. A maioria dos Seus ensinos foi fora do Templo e das sinagogas. A simplicidade de Jesus chegou até a atrair as crianças.

Ao invés de usar vocabulário técnico de astrofísica, para explicar o cosmos, Jesus se refere ao “Senhor dos céus e da terra” como Pai. O Criador, disse o Mestre, não espera que a lógica humana O entenda. Por isso, Ele ultrapassa a fronteira do infinito, desce à Terra na forma temporal de Jesus e diz aos “pequeninos” que Ele ama todo o mundo. O Pai é o Deus que vem ao nosso encontro. E Ele declara: “se vocês quiserem ter comunhão comigo, o caminho é Me amar, porque Eu sou amor”. A fé que nos leva a aceitar Jesus como o Cristo, o Filho de Deus, só é possível quando somos motivados pela resposta do amor. A revelação divina não precisa de sabedoria. Só precisa de amor.

 REFLEXÃOREF- Vai que o Senhor me cure e me restaure: como vai ser começar tudo de novo?

Deus Sempre Quer
Mateus 8:2 - E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.

Após pregar Seu Sermão revolucionário, Jesus desceu do monte, na direção de Cafarnaum, acompanhado pela multidão. Foi aí que algo inesperado aconteceu: “Um leproso, aproximando-se, adorou-o de joelhos e disse: Senhor, se quiseres, podes purificar-me” (Mateus 8:2).

Que cena estranha! A Lei de Moisés era muito clara: leprosos deviam viver isolados e eram proibidos de se aproximar das pessoas saudáveis. Como é que aquele enfermo ousou desobedecer abertamente uma lei acatada por todo mundo? Porque estava desesperado, cansado de tanto sofrimento e de tanta discriminação? Ou porque, pela primeira vez na sua miserável vida, ele se encontrou com alguém completamente diferente, completamente poderoso e completamente amorável? Talvez todas estas coisas. Mesmo assim, sua abordagem foi cautelosa: “Senhor, Tu queres me ajudar?”

A resposta de Jesus foi simples e clara: “Quero – fica limpo”. O Senhor quer, o Senhor pode e o Senhor nos restaura. Por que ainda conservamos áreas tão enfermas, em nossa vida? Talvez por causa do legalismo que nos cerca. Talvez por causa do nosso cansaço. Talvez por causa de nossas derrotas. O Senhor sempre quer. O que nos está faltando é entregar a Cristo o desespero que nos prende. É encarar as críticas dos “religiosos” e, corajosamente, ficar de joelhos. Vai que o Senhor me cure e me restaure: como vai ser começar tudo de novo? Quem fica de joelhos, à mercê de Cristo, começa tudo de novo. Porque Deus sempre quer. 


REFLEXÃOREF B - VOCÊ JÁ FOI TRAIDO? COM CERTEZA NÃO MAIS DO QUE O SALVADOR DO MUNDO.!

Gênesis 45:5 - Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós.

Ao observar a vida de José no Antigo Testamento, nos deparamos com um tipo magnífico de Jesus Cristo. Vamos verificar alguns fatos marcantes neste homem: (1) foi traído pelos irmãos, (2) sofreu nas mãos dos ímpios, (3) salvou o mundo e (4) teve o seu nome exaltado.

Jesus Cristo carrega consigo emblemas ainda maiores: foi traído pelo seu povo Israel, e também por toda a humanidade pecadora. Sofreu injustamente nas mãos de pessoas ímpias, pessoas estas que Ele veio salvar. Seu sofrimento, contudo, trouxe redenção a toda humanidade, por isso Ele é conhecido como o Salvador do mundo. Agora, exaltado por Deus acima de todo nome, breve virá para buscar aqueles que depositaram nEle suas vidas e passaram a seguir Seus passos.

Você faz parte deste povo que honra com sua vida ao Salvador?



 Eu e meus ossos... 
Gênesis 50:24 - E disse José a seus irmãos: Eu morro; mas Deus certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra à terra que jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó.

José teve sua fé elogiada porque mencionou que o povo de Israel sairia do Egito para herdar a terra que Deus havia lhe prometido (Gn 50.24). Achei muito interessante o sentimento de José em ordenar que os israelitas não deixassem seus ossos no Egito. Que alegoria preciosa nós temos aqui.

A Igreja, como Israel, não está destinada a ficar para sempre no Egito (mundo). Nós sairemos daqui em breve, quando Cristo voltar e nos levar para Canaã (a Nova Jerusalém). E nem sequer um de nossos ossos ficará neste mundo, pois receberemos um novo corpo para estarmos para sempre com o Senhor!

Você aguarda a volta de Jesus Cristo?

 REFLEXÃOREF B - Não nos esqueçamos de entregar tudo para o controle de Deus!

Mais do que Pedimos
Efésios 3:20 - Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera,

Escrevendo aos cristãos da região de Éfeso Paulo dá graças “Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que todo o que pedimos ou pensamos...“ (Efésios 3:20).

Neste contexto, lembramos daquilo que o Senhor Jesus disse sobre a fé capaz de transportar montanhas – seu tamanho seria o de um grão de mostarda. Pois bem, afirma o Apóstolo, mesmo que tivéssemos uma impressionantemente fé, a capacidade divina de nos abençoar é “infinitamente maior“.

A pergunta, então, é esta: será que a rigidez dos nossos próprios planos e objetivos estará bloqueando o agir de Deus em nossa vida? Será que a pequenez da nossa visão espiritual estará impedindo nosso processo de desenvolvimento como cristãos? Paulo deixa bem claro: “mais do que tudo o que pedimos“. Felizmente, porque como diz a Palavra “pedimos erradamente“. E Paulo acrescenta: muito mais do que “pensamos”. Porque os nossos pensamentos não concordam com os pensamentos do Senhor. É bom orar e é bom planejar. Mas, como diz Tiago, não nos esqueçamos de entregar tudo para o controle de Deus: o resultado, sempre, será “infinitamente” melhor.





Samaria não existe? 
João 4:35 - Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.

Jesus saiu da Judéia, com o objetivo de pregar na Galiléia. Em Sicar, Seus discípulos se admiraram ao vê-lo evangelizar uma mulher estrangeira. O Mestre aproveitou o evento para evangelizar Seus discípulos: "Vocês não dizem - daqui a quatro meses haverá colheita? - Eu lhes digo: abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita." (João 4:35).

Muitos de nós concordariam com os discípulos. O objetivo da viagem não era pregar na Galiléia? "Se era, então o negócio não deveria ser gastar energia pelo caminho, evangelizando os samaritanos da vida." Daí o fato de vermos, até hoje, igrejas numericamente grandes gastando dinheiro com missionários no exterior, enquanto seus próprios vizinhos permanecem sem nenhuma visita ou testemunho de Cristo...



O episódio da mulher samaritana nos chama a atenção para o perigo dos extremos. Há o exagero de só trabalhar para os outros lugares e esquecer da própria vizinhança. Como há o extremo de só pensar no aqui e agora, perdendo a visão do que está mais além. Os exemplos são muitos. Como o das pessoas que querem garantir seu futuro e não veem a necessidade de interagir com os amigos do dia de hoje. Nosso sentimento de amor, para ter futuro, tem que se alimentar de nossa conduta de amor do dia de hoje, com os conhecidos ao redor. Nosso entorno está sempre maduro, convidando-nos para interagir. É preciso não esquecer que entre a Judéia e a Galiléia existe Samaria. E que Samaria também faz parte da nossa vida cristã.

Comentários